espelhodalma
Aqui está um reflexo de mim mesma e de quem cruza meu olhar. Se gostar, ou não, deixe seu comentário. Todos serão bem vindos.
segunda-feira, setembro 29, 2014
Brasas
Feito vulcão adormecido,
Que fizeste despertar...
Assim eu era,
Quando instavas...
Agora, sinto o ruído
Incandescente
Do coração da terra,
Prestes a expulsar do peito
A sua lava ardente.
Mas qual, onde está a chama?
Queimava? Já não queima?
By Dani Ioppi
segunda-feira, novembro 11, 2013
Pérolas ao vento
Jogo pérolas ao vento... Onde vão parar?
Batem em cabeças distraídas...
Algumas, se achando afortunadas,
As catam, agradecendo, à Vida, o presente.
Outras, apenas meneiam-se indiferentes,
deixando as contas largadas.
E aquelas que se acham desgraçadas,
Crendo que foram feridas,
Reclamam desse momento de azar.
Pérolas ao vento... como elas próprias se sentem?
(by Daniela Ioppi)
terça-feira, outubro 08, 2013
Sunshine had his sunset...
Hoje volto aqui por uma razão especial. Nos últimos dois anos deixei de postar porque perdi um pouco da vontade de escrever e em razão de devotar a maior parte da minha atenção ao meu filhote que fez 13, 14 e surpreendentemente 15 anos, a despeito de todas as previsões contra.
Hoje ele partiu. Depois de um ataque cardíaco dos mais severos, começou a perder as forças e a capacidade de reagir. A minha dor é imensa. Foram muitos e muitos dias de dedicação nesses três últimos anos, sem férias, sempre com hora marcada pra voltar pra casa, acordando todas as noites, só descansando quando ele estava alimentado, tendo feito suas necessidades e dormindo tranquilamente, tal como toda mãe que cuida de seu bebê. Não se julga o tamanho do amor pela natureza de quem é amado, mas pela intensidade de sacrifício que alguém é capaz de fazer por outro ser. Sunshine me inspirou a fazer muito mais do que eu pensei ser capaz e por isso sou imensamente grata a ele para sempre.
Ele em troca foi meu companheiro de todas as horas, relutou em me abandonar, foi um guerreiro valente e incansável. Lutou pela vida o quanto pode.
Que saudade do meu Sunshine!
sábado, julho 31, 2010
Meu filho faz 12 anos...
a

Estava na liquidação. O preço normal era R$ 800 reais. Estava por R$300! Uma pechincha! Mas parecia tão desanimado... Será que eu compro? A vendedora colocou comida e num instante ele começou a se mover e comeu esfomeado. Comprei! E comprei caminha, comida, roupinha, tudo que tinha direito... No dia seguinte descobri que estava muito doente. Devolve, disse minha irmã, mas não! Ele já era meu e já se chamava Sunshine. Pois eu o tratei com muito amor e carinho e hoje estamos comemorando 12 anos de convivência, uma convivência maravilhosa (com todas as dificuldades que cuidar de um cachorrinho com necessidades especiais envolve)!
"Porque não tem filhos?! Porque não adota?!" Bom, tentei tudo isso e não deu...e daí? O que os outros tem com isso se meu cachorro representa um filho pra mim?!Eu nunca tive o privilégio de levar um filho pra escola, nem de ouví-lo me chamar de mãe, mas nunca me faltou a companhia de um anjinho...
Para muitas mães, os 12 anos de um filho representam a flor da idade, uma vida que começa a se delinear de maneira mais concreta... Para mim, 12 anos me causam uma certa angústia porque, todos sabem, os cães não duram muito e o meu quase se foi em janeiro por conta de uma pneumonia! Mas ele sobreviveu! E muitas vezes , portanto 12 anos também representam uma vitória! Se depender de mim, ele vai durar ainda muito tempo e eu agradeço todos os dias pela presença dele em minha vida!
"You're my Sunshine, you're my Sunshine,
You make me happy, when skies are gray.
You'll never know, dear, how much I love you
So, please, don't take my shine away..."

Ops, deixa eu pôr uma foto do Max, senão o irmão mais novo fica com ciúmes! Ele é o meu segundo anjinho...
domingo, dezembro 13, 2009
Minha primeira esperiência cinematográfica
Primeiro nasceu o conto, na verdade um minúsculo conto, em uma aula de expressão escrita (veja abaixo), depois ele virou roteiro e, com a ajuda do César e da Lorena e a participação do Fernando e do Vitor, nasceu o filme: TIC-TAC, inspirado no sapateado de Fred Astaire. Está no youtube: http://www.youtube.com/user/danioppi. Enjoy...
O sapato-relógio
Mr. Astaire foi ao relojoeiro arrumar seu sapato.
“Um sapato?”, perguntou o relojoeiro, “mas aqui só se concertam relógios!”.
“Mas meu sapato anda atrasando”, replicou Mr. Astaire. Veja”, e se pôs a andar no chão batendo os calcanhares, fazendo pausadamente tic...tac...tic...tac....
“E como o senhor gostaria que fizesse?” perguntou o relojoeiro, meio perplexo.
Mr Astaire imediatamente tirou outro par de sapatos da sacola, os calçou e andou pela loja fazendo: tic-tic-tac, tac-tac-tic, tic-tic-tac, tac-tac-tic.
“Hum”, o relojoeiro cerrou o cenho pensativo e arriscou “deve ser um problema de regulagem no salto. Deixe–os aqui e venha buscá-los amanhã.”
No mesmo dia, à tarde, Mr. Astaire voltou usando um novo par de sapatos, e entrou na loja apressado, fazendo titic-tatac, tatac-titic, titic-tatac, tatac-titic.
O dono da loja o recebeu surpreso: “Não combinamos para amanhã?”
“É verdade”, Mr. Astaire respondeu meio encabulado, “este meu outro sapato deve estar adiantando”.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Rosa e Antônio
Os ingredientes espalhados sobre a mesa observavam Dona Rosa, apreensivos, esperando sua vez de entrar na panela. Como é que depois de tantos anos fazendo doces, no aniversário do marido, ela não era capaz de se lembrar a quantidade de leite? Tinha que olhar a receita, mas ora veja, também havia se esquecido onde a guardara! Revirou todas as gavetas e acabou por achar o caderninho de receitas surrado entre os recibos das contas pagas no ano passado. Seria bom separar um pratinho de doce para a vizinha... tão prestimosa a Dona Rita! Sempre se oferecia para acompanhá-la até o banco. Mas o que era mesmo que queria ver? Ah sim, a quantidade de leite... Nossa.... que letrinha mais miúda... onde estavam os óculos? Foi direto ao balcão da cozinha: não estavam lá. Tateou por sobre os móveis da sala, e necas de pitibiriba, só o pó clamando por limpeza. Voltou ao quarto, abriu outras gavetas: os óculos nem davam sinal de vida. Ai, ai, valha-me Santo Antônio, onde eu coloquei minhas lentes? Ai, Santinho não vais me fazer ajoelhar e procurar debaixo da cama, bem sabes que se me abaixo a coluna resmunga por dias! Suspirou cansada e sentando-se na beira da cama, pegou o retrato do falecido marido de sobre o criado mudo. Filhinho, que andas aprontando lá pra São Pedro que hoje não estou conseguindo aprontar teu doce? Calou por um instante os pensamentos e olhou saudosa para o marido que lhe sorria na fotografia. Foi então que percebeu, no reflexo do vidro, que seus óculos estavam enfiados no cabelo, preso em coque no alto da cabeça. Riu de si mesma misturando o embaraço à satisfação. Santo Antônio nunca falha!
terça-feira, agosto 04, 2009
No momento, sem palavras. É uma estrela que se apaga. Fica aqui, apenas minha singela homenagem a esse bravo cãozinho, que cumpriu a medida de sua criação, independente daquilo que fizeram ou deixaram de fazer por ele. Que sua morte nos lembre de cuidar com carinho dos que ainda vivem e não deixemos que morram sozinhos, pois que sofrem sim, ainda que famosos.
segunda-feira, junho 29, 2009
The Birth Mark
by Danioppi
Ele tinha uma marca de nascença profunda na altura do umbigo. A raiz dela ia até o coração. Era discreta como uma ervilha, às vezes ficava do tamanho de uma batata. Ela também exalava odores diferentes: da fragância do simpático alecrim ao cheiro azedo do vinagre, do aroma inebriante de almiscar ao fedor de esgoto lamacento. Costumava chamá-la carinhosamente de Georgianas, porque era feminina e porque era plural, e amava a todas. Mas às vezes lhe diziam que era feia, que devia cortá-la fora...
- Corta!
E as cores! Dependendo da lua, a mancha adquiria o tom de um azul turquesa ou púrpura e encantava quem quer que a visse. Em outros momentos, também dependendo da lua, ficava roxa ou de um marrom sangrento e esquentava tanto que queimava quem a tocasse. Na maioria das vezes, era de um lilás suave ou pêssego e aí, não chamava a atenção, nem incomodava ninguém. O problema é que não se sabia que tipo de lua causava esta ou aquela mudança. Às vezes dependia do tempo. Essa falta de controle lhe agoniava. Nunca podia escolher qual delas queria mostrar aos outros. Todos o aconselhavam a extirpá-la, diziam-lhe que não faria falta...
-Corta!
Queria bem todas as Georgianas, embora uma atraísse e a outra afaste as pessoas de si. Considerava a hipótese da cirurgia, mas não podia escolher com qual delas conviver, porque não eram separadas, mas diferentes facetas de uma mesma árvore, com uma única raiz. Como extirpar Hide sem matar Jekill, como ter o médico, sem ter o monstro? A bem da verdade, se não fosse pelos outros, poderia conviver feliz com qualquer uma delas. Os outros é que incomodavam...
(continua...)
quarta-feira, maio 20, 2009
Trangressão pouca é bobagem
O Editor*
(*um mini conto trangressor a pedidos de mentes pós-modernas, todos os erros são intencionais)
- É uma história surpreendente que tu quer? é pra ridegsnart a MelEca goRda que Desce pelo rAlo da linguagem? comida: queria te te dar morangos com creme, mas tu quer o vômito da cerveja.... Não basta ter sexo, tem que ter gente currada... E a morte tem que ser cruel! Tu quer ver o sangue do suicida... mas tu já tentou um suicidio?
Eu já cortei meus pulsos 3 vezes (...) o sangue correu pra dentro, grudou nas entranhas, coagulou e até hoje fede nas veias. Quer ver descrito como é o terror de um baleado? Eu já botei uma bala na minha cabeça uma vez, ela ficou ricocheteando por 3 dias e depois se alojou no fígado...Cirrose é uma palavra tão bonita de se dizer, será que eu uso? se desmancha na boca. Tem que falar das dores da humanidade? Afinal, o que tu sabe das dores que tu descreve? A dor é muito maior do que tu imagina.
...
- Já evisei tudo! Toma, tá aqui minha obra de arte, com todo o meu talento. Era assim que tu queria? Será que rende coluna de jornal?
O editor ouvia o escritor com os olhos esbugalhados, sem dizer uma palavra. O sangue que jorrava pela boca o impedia.
segunda-feira, maio 04, 2009
sábado, maio 02, 2009
Sunshine completa 11 anos!
Quando Sunshine chegou em casa, ainda um bebê de dois meses, estava com os ouvidos cheios de ácaro, com infecção intestinal e andava todo desconjuntado (até hoje anda assim). Parecia um cão condenado à morte, e estava claro para todos que eu deveria devolvê-lo ao vendedor, mas não para mim. Eu já o amava com o todo o desvelo e proteção de uma mãe coruja, para quem seu filho sempre foi o mais lindo, o mais esperto e o mais amoroso!
Mas, se consegui salvá-lo da morte, não impedi que ele sofresse seu carma aqui na vida terrena. Já de pequeno fazia suas travessuras e sofria as consequências: mastigava e engolia tiras de chinelo de dedo de borracha (e depois as vomitava); adorava passear e se esfregar nas plantas (e pegava pulgas, carrapatos e micoses nas patinhas); por alguma razão que eu desconheço, ja chegou a mim sem a voz (late de forma rouca) e tem propenção a doenças cardíacas.
Também passou por situações bem graves: quase foi atropelado uma vez porque, no auge de seus 6 meses, animadíssimo pra passear no parque, fugiu da garagem do prédio sem a gente ver, (e lembro bem que me parei em frente aos carros quando o vi, sem me dar conta se minha própria vida estaria em perigo, somente para slavá-lo). Em outra ocasião teve uma subta desidratação, desfaleceu em meus braços e quase morreu, mas foi salvo pelo Dr. Henrique a quem sou eternamente grata!
E, pra completar, no ano passado, descobri que seu coraçãozinho é maior do que o normal e que precisa de cuidados constantes pra que o mesmo não comprometa sua respiração (sempre costuma se engasgar quando bebe água e se alegra demais, ou se assusta com alguém). Além disso, pela idade, ele está ficando meio surdo e já tem um pouco de catarata...
Mas não foram apenas problemas de saúde que ele teve de enfrentar. Mudou de casa 5 vezes e de cidade 4. Nessas andanças fez novos amigos, mas também sofreu de depressão, mudanças de temperatura (de 0 a 40 graus) e a antipatia de vizinhos e familiares. Mas acho que o mais difícil pra ele talvez tenha sido a separação dos pais, a ausência temporária da mãe e a ausência definitiva do pai. Felizmente, sua dor foi recompensada com muitos mimos da vó e hoje ganhou um novo e carinhoso pai,junto com um irmãozinho chamado Max (um gato, literalmente), que as vezes lhe tira do sério!
Por seu jeitinho diferente de ser, ele angariou alguns fãs, mas é também vítima de preconceitos, afinal, fazer xixi no tapete dos outros, ficar lambendo e esfregando os bigodes babados nas pessoas, raspar ininterruptamente nas portas até que lhe satisfaçam o desejo de sair ou comer, não lhe rende muitas simpatias. Mas quem, na vida, é perfeito? Cada um demonstra carinho e se defende como pode.
Sendo um cachorro, Sunshine é até muito compreensivo com os defeitos humanos, sabe perdoar e não guarda rancores. Apenas tem lá suas manias, como espalhar a comida quando come e por a patinha dentro do bebedouro quando bebe água. E claro, nem sempre tem o perfume de quem acabou de tomar banho! Mas quando a gente ama, até o cheiro passa despercebido!
Enfim, essa é sua vida, Sunshine, e por tudo isso que você passou, você é um Guerreiro! Parabéns por estar ao lado dessa mãe meio atrapalhada, sendo esse companheirão por 11 anos! Eu te amo! (E riam-se de mim quem não tiver um cachorro, mas saibam que desconhecem o que é a verdadeira pureza da vida).
E para fechar, reproduzo aqui um poema que fiz pra ele quando tinha uns 6 anos, numa frágil tentativa de expressar o quanto ele significa pra mim.
Enquanto você dorme, Sunshine
Enquanto você dorme, eu vagueio...
por entre brancas nuvens reluzentes...
buscando, em qual delas, tem esteio
sua alma, enquanto sonha mansamente.
Sinto-me repleta de ternura
ao vê-lo respirar tanta inocência.
Não há como medir tanta brandura
que exala de teu ser, de tua infância.
E, ao abrir os olhos devagar,
enquanto se espreguiça lentamente,
já sei que você vai me levantar
daquele seu jeitinho insistente...
Começa que, na cama, você pula!
Depois, chacoalha o corpo bem faceiro.
Num salto, já no chão, sua figura,
me chama e me conviada a um passeio...
Assim é que em momentos alternados,
você me pacifica e me anima.
E, mesmo nos dias mais nublados,
você é o Raio de Sol que me ilumina!
Daniela Ioppi
Enquanto você dorme, eu vagueio...
por entre brancas nuvens reluzentes...
buscando, em qual delas, tem esteio
sua alma, enquanto sonha mansamente.
Sinto-me repleta de ternura
ao vê-lo respirar tanta inocência.
Não há como medir tanta brandura
que exala de teu ser, de tua infância.
E, ao abrir os olhos devagar,
enquanto se espreguiça lentamente,
já sei que você vai me levantar
daquele seu jeitinho insistente...
Começa que, na cama, você pula!
Depois, chacoalha o corpo bem faceiro.
Num salto, já no chão, sua figura,
me chama e me conviada a um passeio...
Assim é que em momentos alternados,
você me pacifica e me anima.
E, mesmo nos dias mais nublados,
você é o Raio de Sol que me ilumina!
Daniela Ioppi
segunda-feira, janeiro 26, 2009
De férias
Tempo livre...
Ah, delícia! Tanto que esperei
Por esse tempo livre...
Tranquilidade pra organizar as idéias,
Colocar tudo no papel e...
E agora, cadê as palavras?
Tiraram férias também?
Não vem nada, que coisa maçante.
Para escrever é preciso estar com ânsia de vômito:
barriga cheia e má digestão.
Poemas são sentimentos mal digeridos.
Pernas pro ar, coração sossegado
Não rendem nem frase cliché.
Preciso de tempo livre pra escrever,
Mas que diabos! A inspiração só vem
Quando eu estou ocupada!
sábado, novembro 01, 2008
Milan Kundera
A Insustentavel Leveza do Ser , do autor acima citado foi lido há muitos anos atras, e talvez pelo exceso de informações desnecessárias que acumulei ao longo da vida no meu consciente, este livro tenha ficado equecido em algum cantinho secreto de minha memória. Mas, ao reler um artigo sobre ele, percebo, agora, que este romance foi uma gande inspiração para muitos dos questionamentos que tenho a respeito dos relacionamentos de hoje. Recomendo, pra quem não sabe do que se trata, o seguinte link http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Insustent%C3%A1vel_Leveza_do_Ser
domingo, outubro 26, 2008
O Segredo
O segredo do Poeta é esconder um enigma no que escreveu.
Quem é capaz de descobrir, sente-se maravilhado.
O segredo do Ilusionista é nunca revelar o segredo da magia.
Quem não consegue descobrir, sente-se encantado.
Já a criança não tem segredos, e se os tiver é porque cresceu.
Os adultos sim, precisam de mágicas e poesias.
Porque, para as crianças, a Vida já é um poema desvendado.
Basta enxergar, falar e ouvir, para viver suas fantasias.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Ciclotimia
Dor Drama
Melodrama
Melancolia
Vazio
Remédio
Alívio
Alegria
Euforia
Força
Confiança
Ilusão
Desilusão
Confusão
Carência
Dormência
Dor
(Daniela Ioppi)
sábado, setembro 13, 2008
Despertar do Coma
Sabe o filme Matrix, quando o mocinho descobre que a vida aparentemente feliz que ele vivia era apenas virtual? E então ele percebe que a vida real é um verdadeiro inferno, que ele está cercado de inimigos perigosos e poderosos, e que as pessoa não passam de fantoches nas mãos de inteligências artificiais sem ética e sem coração?
Se você ja teve esta sensação, talvez você esteja saindo do coma...
quinta-feira, setembro 11, 2008
When it rains, it pours!
Há um ditado inglês que diz "When it rains, it pours" (quando chove, derrama).
Pois foi assim ontem em Nova Petrópolis: moro no quarto andar de um prédio, deu um vendaval e a chuva foi tão forte que alagou me apartamento pelos bicos de luz!
quinta-feira, setembro 04, 2008
A Flor e o Mago (versão feminista)
A Flor
no solitário de cristal
vivia.
E foi levada
Ao palco de emoções...
O Mago a arrebatou
Com sua magia...
E fez-la levitar
Com ilusões.
Ao espetáculo foi dado um final,
Mas a Flor, no seu vaso, colocada,
Revoltou-se e não queria ali ficar...
Já não se conformava à mesma sina,
Não queria mais viver desencantada
Nem perder a sua alma de menina.
Resoluta, se jogou de sobre a mesa
Espatifando o vaso frágil pelo chão
Chutou cada caquinho para um lado
E cada pétala arrumou em sua cabeça.
Andou firme, porém com delicadeza,
E sozinha, foi-se alegre pelo mundo
Sem querer que ninguém lhe desse a mão.
segunda-feira, setembro 01, 2008
RECERUDAMA
O Mágico de Oz ressuscitou
minha menina interior e depois...
a matou...
Ou será que ela virou mulher?
Já não sei quem sou...
E tu, quem és?
Será que somos todos truques
do Grande Ilusionista,
cada um criando
sua própria mágica
pra sobreviver?
domingo, agosto 31, 2008
Navegar

Navegar
Daniela Ioppi
Se amares a navegar em sonhos,
Não aporta na realidade, no cotidiano.
Abre um oceano de loucuras
Mergulha nas alturas
Não traces plano
Porque há ventos
E calmarias...
Navega, no entanto,
Pois há mar até o infinito...
Requer de ti ousadia,
Porém não vás profundo!
Porque certamente
Vais naufragar...
Daniela Ioppi
Se amares a navegar em sonhos,
Não aporta na realidade, no cotidiano.
Abre um oceano de loucuras
Mergulha nas alturas
Não traces plano
Porque há ventos
E calmarias...
Navega, no entanto,
Pois há mar até o infinito...
Requer de ti ousadia,
Porém não vás profundo!
Porque certamente
Vais naufragar...


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